quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Wall-E




WALL·E é a nona longa-metragem de animação da Pixar, dirigido por Andrew Stanton, que dirigiu anteriormente Procurando Nemo. O filme é protagonizado pelo robô WALL·E, que foi deixado no poluído planeta Terra, 700 anos atrás( no futuro) enquanto a população mundial se translada temporariamente para uma nave no espaço, a Axiom. Ele eventualmente se apaixona por uma robô de traço feminino, EVA, enviada pela Axiom para sondar as condições do planeta, seguindo-a pelo espaço quando esta retorna à nave.
Na trama, o mundo foi soterrado pelo lixo da humanidade. Sem alternativas, a empresa BNL, a unica empresa do mundo, onde seu CEO também é o presidente do mundo, manda várias espaçonaves com humanos para o espaço sideral. O intuito era passar apenas 5 anos a bordo da estação espacial Axiom e logo assim que a limpeza fosse concluída e o mundo se tornasse habitável, mandar todos de volta à Terra. Enquanto isso, máquinas limpariam a Terra. Essas máquinas identificadas como WALL·E (acrônimo para Waste Allocation Load Lifters - Earth-Class, em português, (Levantadores de Carga para Alocação de Lixo - Classe 'Terra'). Porém, eles não suportaram as condições precárias em que se encontrava o planeta e acabaram deixando de funcionar.
Um único exemplar de WALL·E, no entanto, continua funcionando, e passa a vagar pelo planeta realizando a tarefa a qual ele foi programado a fazer, e por 700 anos ele trabalha sozinho colecionando inúmeros artefatos humanos que ele encontra durante a limpeza. Entre eles, estão um cubo mágico, um aparelho de VHS e uma fita de seu filme favorito, Hello, Dolly!.
Nesse espaço de tempo, o pequeno WALL·E desenvolveu consciência e personalidade. Seu interesse pela cultura de um povo que ele nunca encontrou só cresceu, assim como seu respeito pela vida, que ele conhece apenas na forma de um eventual broto ou sua companheira, uma baratinha de estimação, Hal. Mas num dia como tantos outros, chega dos céus uma nave. WALL·E recebe a visita de EVA, a Examinadora de Vegetação Alienígena (EVE em ingles), uma nova espécie de robô, enviada ao planeta para cumprir uma rápida missão de procurar exemplares vegetais vivos, o que significa que a vida se tornou sustentável novamente. A felicidade do personagem, porém, dura pouco e, quando EVA é chamada de volta à estação espacial Axiom, WALL-E agarra a nave que a transporta para seguí-la. A maestria da Pixel está em fazer com que o espectador concentre-se em espaços de tempo consideravelmente grandes sem nenhuma fala, apenas com a imagem do pequeno Wall-E e suas expressões. É por essas e outras que a Pixel é a Disney o século XXI. Apesar da história infantil pode-se perceber uma enorme sensibilidade. Vale a pena assistir...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Calvin e Haroldo e a Educação no Brasil

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Eu sou um crítico ferrenho dos métodos de ensino vigentes e acho que esta tira do Calvin e Haroldo reflete bem a minha opinião a respeito do ensino no país. É muito fácil empurrar para as crianças matérias e diciplinas desinteressantes, unicamente porque alguém julga necessário saber determinada coisa. Hoje pode-se comprovar com uma simples olhada nos currículos quantas aulas de matemática e português constam a cada dia, quantas aulas de física, química, geografia... enquanto isso, disciplinas como artes, filosofia e outras são relegadas a uma, ou no máximo, duas aulas por semana; não se pode questionar, não aprendemos a pensar ou discutir, só aprendemos a abanar a cabeça positivamente e dizer: sim senhor, não senhor.
Os métodos de ensino são obsoletos, os professores mal preparados (não que a culpa seja deles) e o currículo defasado.
Ainda se tem a crença de que todo o ensino fundamental e médio servem unicamente para preparar-se para um vestibular (ou enem) com o intuito de ingressar numa universidade e viver feliz para sempre com um bom emprego e uma bela família; pois bem, não é assim que funciona. Não estou dizendo que não vale a pena fazer uma faculdade, porém só valerá se é o que realmente se quer fazer. Se for para garantir emprego ou porque os pais querem um filho doutor, é idiotice e perda de tempo. Há outros modos de levar a vida... e quem diz isto é um universitário que aprendeu a lição.
Na bandeira brasileira consta o lema: "Ordem e Pregresso"; pois bem, ambos só vem com educação e não com este pseudo-ensino. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) comprova que o Brasil tem uma das piores formas de ensino do mundo, então, o que falta para alguém (políticos) perceber que o que se está fazendo não dá certo???  
Para não dizerem que só apontei problemas e não disse nada quanto às soluções, bem, aí vai: ouçam os alunos, vejam o que eles tem a dizer, dá pra aprender muito com a gente que esta do outro lado da carteira. É preciso muita cooperação, mas podemos mudar a realidade da educação brasileira (mesmo sem os nossos amados governantes)...  

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A FONTE DA VIDA

Eu assisti a este filme alguns dias atrás e fiquei muito surpreso com a qualidade visual que se apresentava a mim. Há muito tempo não via uma obra prima, no sentido artístico, no cinema (talvez a última tenha sido Avatar, que possui um visual delirante, mas que pra mim ainda perde para as imagens deste longa). Admito que a história é um pouco densa e algumas vezes até mesmo um pouco incompreensível, dá pra se perder um pouco; contudo, ainda assim é um filme maravilhoso.
A Fonte da Vida (The Fountain, 2006), do talentoso cineasta Darren Aronofsky, desperta reações de amor e ódio. O projeto levou cinco anos para sair do papel e teve problemas a partir da pré-produção. Brad Pitt abandonou as filmagens por diferenças criativas com o diretor e foi naufragar em Tróia (que por sinal é muito inferior este filme). Por conta disso, Cate Blanchett também saiu e o orçamento de 75 milhões de dólares foi reduzido para 35 milhões. Todavia, mesmo com todos esses percalços, o filme é brilhante. Um lindo poema sobre o amor entre duas pessoas e a aceitação da morte como parte da evolução e da vida. Nela, Hugh Jackman é Tommy Creo, um cientista que está em busca da cura do câncer. Para ele é pessoal, já que Izzi (Rachel Weisz), sua esposa, esta morrendo com um tumor cerebral. A chance de sucesso chega juntamente com seu time de pesquisadores, que traz uma amostra de uma árvore singular das selvas da América do Sul. A planta pode ser a cura que ele tanto busca. Enquanto isso, Izzi escreve um livro sobre um conquistador (também interpretado por Jackman) que viaja para o Novo Mundo em busca da Árvore da Vida a pedido da rainha Isabel (também interpretada por Weisz). A terceira parte da história é passada no futuro, quando o cientista (ainda Jackman) viaja pelo espaço.
O tema é conceitualmente denso e ao mesmo tempo rico emocionalmente. Da mesma forma que 2001 - Uma odisséia no espaço (1968), do lendário cineasta Stanley Kubrick, provoca uma reflexão sobre a vida, a morte e a existência, A Fonte da Vida trilha um caminho parecido.
Filosofias à parte, os saltos cronológicos do longa são apenas variações psicológicas do tema. Só o presente realmente esta acontecendo. As outras épocas ajudam a preencher algumas lacunas da história, mas a trama pode ser analisada de forma cartesiana através dos detalhes, como as tatuagens no braço do protagonista. O recurso dá espaço de sobra para que teorias sejam formuladas e essa é a brilhante proposta do cineasta. É fantástico que ainda existam diretores que procuram criar algo mais do que simples entretenimento.
Definitivamente o filme não foi feito para ser exibido em multiplexes e muita gente deve sair revoltada do cinema, como aconteceu em festivais por aí. Mas quem consegue se despir de preconceitos e busca no cinema algo diferente, será recompensado com uma viagem inesquecível.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Política

É época de eleições e todos estamos de saco cheio de toda essa "politicagem" que rola por aí, mas eu recebi este texto por e-mail e achei no mínimo interessante para ser postado aqui. É um texto de autoria de Arnaldo Jabour, um dos caras que eu mais admiro e que sabe o que diz... (é um pouco grande, mas vale a pena)

VOTE NA DILMA !

as promoções da época!
Vote na Dilma e ganhe, inteiramente gratis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer.
 Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.
 Não pense que a promoção termina aqui.
 Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.
 Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S.Paulo.
 Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.
 E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.
Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme de guerrilheiro e sequestrador.
Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.
 
Tudo isto e muito mais.. 
 
O que foi que nos aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,'explicáveis' demais.
Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!!!!!!!
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!!!!!!!!
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!!!!
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!!
Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz !!!!!
Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!!!

E a população ignorante engole tudo.. Como é possível isso?

Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.
Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito...
Está havendo uma desmoralização do pensamento.

Deprimo-me:

Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!!!!!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.
Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?'
Sempre que a verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando....
Mas agora é diferente.
As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.
Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.
Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.

Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Um Violinista no Telhado

  Eu sou cinéfilo assumido, porém nunca fui muito fã de musicais; nunca vi muita graça em filmes em que os personagens tem de cartar e dançar para contar uma história. Sabendo disso, fui despretenciosamente, assistir ao filme "Um violinista no telhado", produção de 1971, com direção de Norman Jewison.
 Qual a minha surpresa ao ver que este filme é de uma genialidade inacreditável. A história retrata a vida de um camponês e sua família e é recheada de sarcasmo, humor, críticas político-socias e um incrível senso de crença na vida.O musical também mostra as riquezas da cultura judaica em todos os aspectos. Como em todas as culturas, o choque entre o novo e o velho está presente fortemente e, nos mostra que a evolução dos costumes sempre é acompanhada de conflitos que não poupam nada nem ninguém. Em suma, um filme belíssimo por inteiro, que deixa lições importantes principalmente sobre a estupidez humana, que ainda continua infinita.
  Bem, recomendo a todos este filme que na minha opinião é de uma beleza e simplicidade ímpares e supera em muito Andrew Lloyd Weber (vide Evita e Fantasma da Ópera), que novamente, na minha opinião está longe da sutileza apresentada por esta pérola cinematográfica.

Deixo aqui a Sinopse para maiores informações: Tevye (Topol) é um pobre leiteiro que mora em uma aldeia na Ucrânia, junto com sua mulher e filhas. O musical irá mostrar a imigração dos judeus para os Estados Unidos devido a intimação que a Rússia czarista impôs. Conquistou três Oscar: Fotografia, Trilha Sonora Adaptada e Som, foi indicado a outras cinco categorias, incluindo Melhor Filme e Diretor.


Elenco: Topol - Tevye; Norma Crane - Golde; Leonard Frey - Motel Kamzoil; Molly Picon - Yente; Paul Mann - Lazar Wolf; Rosalind Harris - Tzeitel; Michele Marsh - Hodel; Neva Small - Chava; Paul Michael Glaser - Perchik.

Fica a dica, para os interessados, procurem pois vale a pena gastar 3 horas (de verdade), para ver este filme.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Desenhos

aí estão alguns dos meus desenhos... as fotos não estão muito boas, mas dá ver o foi feito sem grandes problemas... espero que gostem e até a próxima.


 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010


Esta é uma tira da dupla de quadrinhistas brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá. Estes são dois caras que eu adoro, seus quadrinhos são geniais por tratar de questões cotidianas e que fazem parte da vida de todos nós.
Mas, não é só por isso que coloquei esta tira aqui, é mais pela mensagem. Estamos num mundo em que tem prevalecido as vontades individuais, o que claramente não tem dado muito certo. Quanto tempo vai levar até percebemos que "sozinhos, não vamos a lugar nenhum."???
O homem é um ser social, não existe nenhum indivíduo isolado no planeta, sendo que desta forma estamos obrigados a conviver uns com os outros. E não adianta dizer que a culpa é dos outros, visto que a iniciativa deve partir de mim e de cada um de nós. Por isso, é bom a ficha cair logo e alguém fazer alguma coisa, é bem simples, basta começar pra ver...