Depois de apanhar um pouco do Photoshop estou pegando o jeito... Comecei um novo trabalho e estou fazendo algumas pinturas digitais que dão um resultado interessante, ainda não acertei completamente o estilo, mas não vai demorar... aí vai uma amostra das novas imagens. Clique nelas para ampliá-las.
Quadrinhos, filosofia, desenhos e pinturas, música, fotografia, cinema: todas estas coisas podem ser encontradas nesta zona perdida.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Fim do 1° Foto em Pauta
E assim acabou...
Dia 20 de fevereiro foi o último dia do festival de fotografia de Tiradentes, o Foto em Pauta. Após quatro dias de palestras, debates, workshops, exposições, bate-papos e muita fotografia, chegou ao fim o festival...
O saldo é extremamente positivo... Profissionais qualificados, público participativo e super interessado, a cidade respirando fotografia; posso dizer que ficou aquele gostinho de quero mais. Destaque para a noite de sábado (19/02) com a participação de J.R. Duran e Bob Wolfenson, 150 pessoas no auditório e mais de 170 no jardim, vendo a transmissão por um telão.
Todos os louros são dedicados ao organizador do evento Eugênio Sávio, por sua dedicação incansável em prol da realização do festival, mas também devemos lembrar das pessoas que estivem por trás do evento e que fizeram de tudo para que o mesmo fosse o sucesso que foi...
Fica a esperança de que os próximos anos reservem surpresas tão boas quanto esta; a cidade precisava de uma renovação em seus festivais e este evento caiu como luva às necessidades culturais do município. Além disso, desponta por aí um novo evento no meio fotográfico e que sinceramente coloca em "risco" a posição do Paraty em Foco como principal festival de fotografia do país...
Enfim, agora resta esperar até o próxima edição e torcer para que supere esta. Acredito que quem esteve presente durante estes dias, ficou muito satisfeito com o que viu, ouviu e fez na cidade e aos que não puderam comparecer, fica a vontade de vir no ano que vem... Por isso, preparem-se pois há um novo sucesso a caminho e este caminho é mais curto do que parece...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Foto em Pauta Tiradentes 2011
Começou o Foto em Pauta Tiradentes, festival de fotografia que marca o início de um ciclo de fomentação da fotografia na cidade histórica de Minas Gerais. Ontem (dia 16-02) ocorreu a abertura do festival, com apresentação de Eugênio Sávio (organizador do evento), além do lançamento de algumas exposição em várias localizações da cidade. Nos próximos dias aconteceram palestras, worshops, debates, mostras, projeções e outras atividades referentes à fotografia e seu universo...
Aos amantes do meio, resta a expectativa e a esperança de que este evento seja perpetuado e estimulado para os próximos anos, aqueles que se encontram na cidade, aproveitem bem e desfrutem de toda a qualidade do festival, os que não puderam comparecer, paciência, outras oportunidades viram...
Mais informações e notícias no decorrer destes dias, grande abraço a todos e até a próxima.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Perfume - A História de um Assassino
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Depois de alguns dias ausente eu volto com um comentário duplo sobre as obras homônimas, "Perfume - A História de um Assassino". Falarei um pouco sobre o livro de Patrick Suskind e o filme de Tom Twiker que apesar de descreverem a mesma história, já que o filme é adaptação do livro, tem diferenças importantes.
O filme retrata a vida de Jean - Baptiste Grenouille e é ambientado na Paris do século XVIII, contudo, não é a Paris de beleza e luz que todos conhecem, é uma cidade escura, fétida e estranha à maioria das pessoas. E é nesse contexto que Grenouille nasce no mercado de peixes da cidade para, pouco depois, ser mandado a um orfanato onde passa sua infância. Na adolescência é vendido ao cortume para trabalhar. Aqui aparece uma das diferenças entre filme e livro; no livro há uma descrição de várias doenças que o protagonista adquiriu no decorrer do tempo, o que realça a imagem de fragilidade que o leitor cria.
A seguir ele deixa o cortume para trabalhar com o perfumista decadente Baldini (interpretado por Dustin Hoffman). Apesar da relutância do perfumista Grenouille mostra seu valor e encanta o mestre com aromas inimagináveis; mas, apesar de todo seu talento, uma questão atormenta nosso protagonista: como armazenar e preservar os cheiros? Após muito tempo (novamente uma diferença entre filme e livro, a passagem de tempo no livro é muito mais lenta que no filme e dá uma dimensão melhor ao leitor) Jean - Baptiste aprende a técnica para preservar um odor e parte para a criação do perfume perfeito, essência que é obtida com o assassinato de várias mulheres para que ele possa roubar seus cheiros únicos. Um fato interessante, mesmo tirando os assassinatos, uma aura de morte recobre o personagem; todos os demais que tem algum contato maior com o protagonista acabam morrendo das mas diversas formas, mesmo sem a menor intenção de Grenouille.
Com toda certeza esse filme não é comercial e dificilmente será visto em alguma rede de tv, contudo, vale cada segundo; grande destaque para a magistral fotografia que encanta a qualquer amante de cinema. Entre livro e filme é inegável a superioridade do livro, mas a película é uma excelente adaptação que merece ser vista; prepare-se para um dos finais mais espetaculares que o cinema já viu... simplesmente aterrador...
O livro é uma descrição mais detalhada dos fatos que ocorrem a Jean - Baptiste, tem uma narrativa mais simpática que o filme e em momento importante da história pode desenvolver melhor os argumentos que levam a tais ações, perde para o filme unicamente pelo impacto visual das cenas presentes na película, cenas que ilustram magistralmente a narrativa macabra e divina que cerca o frágil Jean - Baptiste.
Direção: Tom Twiker Lançamento: 2006
Livro de Patrick Suskind publicado originalmente em 1985
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Os Supremos
Bom, andei falando muito dos quadrinhos da DC Comics por aqui e agora chegou a vez de falar um pouco sobre algo da Marvel. Para isso escolhi o título "Os Supremos"; parceria de Mark Millar e Bryan Hitch (roteiro e arte respactivamente). Resumindo a história, a Marvel decidiu recriar a origem de seus principais personagens, para isso lançou o Universo Ultimate, versão alternativa do Universo tradicional da editora, porém com mais liberdade para os artistas trabalharem os personagens da forma que acharem melhor.
Dentre os títulos lançados nessa linha, indiscutivelmente, o melhor deles é Os Supremos. A ideia inicial é mostrar a tentativa dos Estados Unidos em criar uma equipe militar composta por super seres (no caso herois) para lidar com problemas que as tropas normais não poderiam, ou mesmo diminuir o contingente de soldados numa ação internacional. Até aqui uma hq não muito diferente do que tem sido feito nos quadrinhos ultimamente... O grande trunfo de Mark Millar é mostrar a formação da equipe e como esses herois, que até então trabalhavam sozinhos, lidam com o trabalho em grupo. As histórias tem uma grande ressonância com a realidade, adaptando fatos possíveis com as tramas ficcionais que sabemos serem impossíveis. Originalmente lançada em 2002, a trama carrega a influência dos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, por isso a questão do terrorismo e dos ataques aos Estados Unidos se tornam muito presentes, porém, a hq é recheada de questões cotidianas como, por exemplo, as agressões domiciliares sofridas por uma das personagens e o grande retrato político que marcou uma época, ou seja, o governo de George W. Bush.
Contudo, apesar do grande apelo da história e a forma como esta é desenvolvida, o grande destaque fica por conta dos desenhos de Bryan Hitch, que consegue dar um estilo realista e crível aos personagens com imagens muito detalhadas e bem estruturadas que completam visualmente o roteiro de Millar, que abusa das cenas de ação em que os personagens são levados aos extremos de seus poderes.
O primeiro volume da série, composto de 13 edições, serviu como uma introdução ao grupo e como os personagens reagiriam a este grupo, já o segundo volume carrega mais nas implicações de como o super grupo é encarrado pelas pessoas e pelos outros países do mundo, um dos fatos mais interessantes da trama é que os Estados Unidos passaram a ter pessoas de destruição em massa, o governo pegou cada uma das características dos herois e pode simplesmente aplicar a outros soldados, o que descarta a necessidade de participação dos verdadeiros herois, como os outros países vão reagir a isto?
Estes volumes ainda são facilmente encontrados por aí, as edições encadernadas, que juntam todas as hitórias de cada volume, são ainda mais interessantes, pois contam com extras sobre a produção dos quadrinhos, o único problema é o preço salgado desses encadernados, mas posso garantir que a leitura vale cada centavo...
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Crise nas Infinitas Terras
26 anos atrás foi lançada a primeira edição da série que mudadaria a história da DC Comics; era Crise Nas Infinitas Terras que começava a ser publicada, com roteiros de Marv Wolfman e arte de George Pérez. A DC estava prestes a completar 50 anos e via seus personagens afundados no marasmo, então, numa decisão ousada, determinaram que era hora para reformular a cronologia e tornar o universo DC mais simples para atrair novos leitores, principalmente da concorrente Marvel. Assim foi organizado o projeto de Crise nas Infinitas Terras, mega-série em 12 edições publicada entre janeiro e dezembro de 1985.
Na época o universo DC era divido em Terras que continham versões específicas de cada heroi e vilão da editora, isso complicava muito a vida dos leitores que nunca sabiam quais histórias eram pra valer e quais se passavam em mundos alternativos. Existia a Terra 1, que era a principal da editora e que continha os herois tradicionais e mais conhecidos como Batman e Superman, mas também tinha a Terra 2, 3, S, X e assim por diante... todas com versões diferentes dos persogens da Terra 1.
Portanto, Crise (pra resumir o título) tinha o intuito de acabar com os mundos paralelos, unificando os universos e simplificando a cronologia. seriam mantidos os aspectos mais interessantes de cada Terra e o que não fosse necessário seria excluído, montando assim uma só Terra com todos os herois e vilões de todas as demais dimensões.
Para isso Marv Wolfman criou uma história em que o vilão Antimonitor tenta destruir todos os mundos de matéria para que só existisse o universo de antimatéria, para impedí-lo, reunem-se todos os herois (e muitos vilões) das Terras sobreviventes para enfrentar a ameaça desconhecida. A trama é muito dinâmica, marcada por eventos estrondosos e que mantem o pique do leitor sempre nas alturas, sem falar da morte de alguns personagens famosos. Não podemos nos esquecer da arte de George Pérez, que é o melhor artista de grupos dos quadrinhos... visulamente não ficam palavras para qualificar seu trabalho.
Após Crise o universo DC foi zerado e as principais revistas foram reinicidas do número 1... 26 anos depois, podemos dizer que o dilema retorna, mais uma vez a cronologia é uma bagunça (menor que a anterior pelo menos), mas na época de sua publicação Crise cumpriu seu papel muito bem... É uma obra de arte que merece ser lida e relida várias vezes, por isso corram atrás e busquem esse tesouro dos quadrinhos.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
O Discurso do Rei
Acabei de assistir ao filme "O Discurso do Rei" e entendo porque ele é um dos favoritos ao Oscar...
Sempre que vemos um filme sobre a realeza ele tenta mostrar que os nobres são tão normais quanto quaisquer outros cidadãos, porém, sempre fica algo clichê e forçado, como se não houvessem outras maneiras de tornar a história crível. Em "O Discurso do Rei" a história é verdadeira e simples, e além disso convence...
Imaginem vocês, a Inglaterra às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o rei George V morre e seu primogênito assume o trono para depois de pouco tempo renunciar ao "cargo"; em seu lugar entra o Duque de York que passa a chamar-se George VI... Uma nação representada por um único homem que é a voz de seu povo, contudo, esse homem mal consegue falar devido à sua gagueira... Num período em que Hitler dominava os palanques com seus discursos inflamados e perfeitamente pronunciados, a Inglaterra tinha um rei que não conseguia falar uma frase ininterruptamente...
Além do drama fonético, o longa também se apóia na insegurança de um homem que tem o dever de representar uma nação e o quanto isso está fora de suas mãos...
Desculpem o trocadilho, mas Colin Firth está majestoso no papel de George VI, ele consegue representar bem a figura frustrada de um homem que se vê obrigado a aceitar uma posição para a qual não está preparado e faz as cenas de gagueira de modo convincente, sem ficarem cômicas ou muito carregadas. Outro grande destaque fica por conta do ator Geoffrey Rush, que interpreta Lionel Logue e é o centro de todas as ações e reações do filme; e não posso me esquecer de falar da fotografia que é simplesmente impecável, condizendo plenamente com a história e sua estrutura.
Particularmente, meu favorito para o Oscar continua sendo "Cisne Negro", mas sei que dificilmente vencerá "O Discurso do Rei", assim sendo, dou-me por satisfeito e espero, pelo menos, que Natalie Portman fique o prêmio de melhor atriz. Aos interessados, "O Discurso do Rei" vale o preço do ingresso e muito mais... levando-se me consideração os rumos do cinema mundial, é bom saber que ainda há filmes decentes por aí; e com toda certeza este é um deles.
Direção de Tom Hooper Produção de Iain Canning, Emile Sherman e Gareth Unwin
Elenco: Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter
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